Conheça a história do Canindé

O Canindé é um grupo de associados do Clube Atlético Aramaçan que se reúne há décadas para se confraternizar e jogar futebol. Começou na primeira terça-feira de carnaval de 1973 e a ideia sempre foi reunir os praticantes de futebol que dispõe de horário livre pela manhã.

Ademir Andreoli, de 73 anos, lembra que mesmo antes do grupo que começou o Canindé na década de 1970, já existia esse tipo de confraternização entre associados. “No final da década de 1950, eu me lembro que brincava no campo onde atualmente é a piscina do (Complexo Esportivo) Pedro Dell”Antonia, assistia os mais velhos jogar bola e se divertir, mas sem toda essa ótima estrutura e organização do Canindé que temos hoje”, disse.

Emílio (à esquerda) e Ademir (à direita) (foto: Ramon de Castro)

Ao longo dos anos, a tradição vem passando de pai para filhos. “Há um respeito muito grande entre todos, então mesmo com a diferença de idade, todos estão ali para brincar e se divertir”, conta Emílio Abelama Junior, 52 anos, um dos participantes do Canindé. “Depois da partida ficamos conversando, se tem aniversário de alguém fazemos churrasco. É assim toda terça e sexta-feira pela manhã”, completou.

Uma curiosidade é que as equipes não usam goleiro, mesmo quando há 30 pessoas jogando ao mesmo tempo. “No começo tinham goleiros, mas como tudo é uma brincadeira, não tem árbitro nem bandeirinha, ninguém queria ficar no gol até para não levar bolada e não se machucar”, revela Hélio Matias, também conhecido como Canhoto, de 79 anos e um dos poucos remanescentes das primeiras gerações do grupo. Como as equipes jogam sem arqueiro, só pode fazer gol dentro da pequena área, ou com a cabeça de fora da grande área.

Canhoto mostrando toda sua habilidade (foto: Ramon de Castro)

“O primeiro campo que nós jogávamos era perto do rio e onde se encontra atualmente o Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia”, conta Canhoto. “Nós não tínhamos nem vestiário, mas na época o próprio Dell”Antonia nos ofereceu um ‘barracão’ para usarmos e que está lá até hoje”, finalizou.

Por Ramon de Castro, jornalista do CAA

*Foto em destaque: Ramon de Castro

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